1. Como/quando começou o “bichinho” das viagens?

Podia romantizar e dizer que sei como, onde ou quando começou! Sei apenas que esse bichinho me atacou o coração e não me deixa sossegar, que me corre nas veias sem gps e provavelmente desde os sonhos de criança, projetados agora em objetivos de adulta.

As Premissas já lá estavam… a liberdade de poder correr no meio da natureza em casa dos avós, a gratidão por dar valor e reconhecer que os meus pais eram os melhores, mesmo nunca termos viajado, o Amor pelo que tinha e nunca focada no que não tinha e o entusiasmo e empatia ao ouvir quem já ia.

Quando comecei a trabalhar fui definindo prioridades, aproveitando as oportunidades, seguindo a intuição e abraçando a vida com Paixão.

2. Além de viajar, gosta muito de…

Fotografia... que promove a empatia, numa dança entre os olhares e os sorrisos. Inspiro e “respiro” fotografias que vou "soltando" lentamente como se de partes de mim se tratassem.

Do meu Trabalho, que me permite partilhar e empoderar dezenas de pessoas com a maior arma… o conhecimento.

Viagens gastronómicas entre família e amigos em mesas felizes “regadas” de vinho e de partilhas.

Storytelling e de escrever.

Adoro borboletas e a Lua.

3. Quantos países já visitou?

Sabemos que o número é pouco importante e nada nos indica sobre a forma como exploramos o país (que é algo que adoro fazer) e como se vive a viagem interna e externamente. Mas, não posso deixar de sentir orgulho no bonito número conquistado, pelo que ele representa, pelas histórias que abraça, pelas lutas, pelas escolhas, pela determinação e conquista, pela resiliência que me faz sentir “viva” neste constante priorizar entre a razão e a emoção mas sempre na linha do coração.

Já abri as asas em mais de 60 países, a maior parte bem explorados, muitos repetidos e absorvidos que me fazem ter um CV emocional de riqueza incalculável. Somos tanto das viagens que fazemos.

Viajante do Mês:

4. Viagens mais marcantes e porquê?

Todas as que mais me desafiaram e me fizeram sentir grande ao saber-me tão pequenina… até nas minhas verdades.

Viajo para me encantar, para respirar cores e flores, cheirar a calma e expandir a Alma.

Viajar é soltar camadas… e, nesse top, refiro a Índia, o Myanmar, a Bolívia, São Tomé… mas, na verdade, carrego-as todas no peito.

Em grupo, sozinha, curtas ou longas, com ou sem voluntariado… todas contribuem para este processo inacabado que é a Vida e a capacidade de me espantar.

5. Destino que quer regressar e porquê?

Regressar é bom e embora já tenha repetido muitos países, não tenho o hábito de querer voltar, tenho necessidade de explorar, de descobrir novos lugares, de me cruzar com um outro olhar e de me perder e encontrar.

Quero voltar a São Tomé e ao Myanmar pelas ligações criadas e para poder abraçar pessoas de quem tenho saudades, mas o Ímpeto de descobrir será sempre maior que o de repetir.

Quem tem Alma de viajante não tem calma!

Viajante do Mês:

6. Próximos destinos e expectativas. Tendo em conta a atual conjuntura (guerra e COVID-19), como acha que vão ser as próximas viagens?

O pulsar da mudança e da incerteza ficou mais forte e, embora eu não tenha parado de viajar, abrandei e senti que nada iria ser igual. Ouvi muitas pessoas dizerem que “eram felizes e não sabiam”, eu sempre soube e nunca deixei para “amanhã” o IR, porque os momentos não vão voltar, o Tempo não vai parar e estas coisas aparecem sem avisar! O segredo é conseguir ver as oportunidades em situações menos boas e o mundo das viagens não é exceção.

A maior aprendizagem que podemos retirar e tendo em conta toda a instabilidade, é a “urgência de VIVER”, com cuidado e responsabilidade, mas “saber que o presente é um presente”.

Eu viajo muito e sinto-me em “lugares” que nunca fui e isso é sinal que o pouco planeamento que faço, começa a ganhar cor! Sendo assim, já ando em viagem emocional pela Jordânia (cancelada em 2020), Filipinas e Indonésia, Irão, um voluntariado nas tribos, etc… Se por qualquer bom “imprevisto” o universo me apresentar outro destino, aceito!

7. Dica de viagem mais valiosa que pode dar

Vou dar várias pois esta é a minha parte favorita das palestras “Viagens … metamorfose emocional”.

 Praticar o Minimalismo Emocional… viajar sem comparações, sem expetativas exageradas, desapegar mais das redes e focar mais no tanto que se recebe.

Ouvir mais a intuição e IR … mesmo a um Caminho de Santiago que proporciona uma bonita viagem interior.

Promover uma maior Sustentabilidade do Ser, das comunidades e do planeta.

Viajar devagar… demora-te nos sítios e nas pessoas… perde-te nos olhares e nos sorrisos… mas nunca te percas de ti! Porque nós, não encontramos a paz a evitar a Vida… mas sim a vivê-la intensamente!

8. Lugar preferido em Portugal

Portugal é um país encantador e cheinho de sítios maravilhosos, que faço questão de explorar e visitar.

Eu sempre fui muito mais de rios, montanhas e aldeias, de procurar o desencontrado, o inacabado e o que nunca foi fotografado. Sou mais de gentes, de pregões, dos cheiros do interior e de ver histórias nas rugas carregadas de amor.

Pelas raízes e pela autenticidade sou filha do Douro

Fã do Gerês que me desafia e me faz perder…

Apaixonada por Amarante que docemente me alegra e tranquiliza, onde tenho o meu projeto “Oficina do Foco”.

Licenciada em Psicologia do Trabalho, com especializações em Coaching, PNL, Inteligência Emocional, Fotografia, Tita Sorte é formadora das áreas comportamentais e de desenvolvimento pessoal há mais de 17 anos. Diz que ensina, mas que, sobretudo, aprende diariamente.

Criou o projeto "Oficina do Foco" em Amarante, que visa promover a Metamorfose Humana, através das viagens, retiros, voluntariado, terapias, workshops e formação.

Sigam aqui a @luckytravelgirl

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