O perímetro florestal da serra de Sintra e os monumentos que ali existem vão estar encerrados, pelo menos, até sexta-feira devido ao elevado risco de incêndio, disse à agência Lusa o presidente da Câmara, Basílio Horta.

A decisão foi tomada esta manhã pelo gabinete de crise da autarquia e implica a proibição de circulação de pessoas e viaturas, estacionamento e permanência de viaturas no interior do perímetro florestal, excetuando-se os veículos de moradores e de empresas ali sediadas, de socorro, de emergência e da Proteção Civil.

Com o encerramento de todo o perímetro da serra de Sintra, no distrito de Lisboa, ficam encerrados, pelo menos até sexta-feira, também todos os monumentos que “têm a ver diretamente ou indiretamente com o espaço florestal”, nomeadamente o Palácio da Pena, dos Mouros, de Monserrate, a Quinta da Regaleira e o Convento dos Capuchos.

“Temos muita consciência deste momento de urgência que estamos a viver. Sintra é um concelho com peculiaridades porque temos uma zona rural extensa, uma zona florestal extensa e uma zona urbana extremamente concentrada. Portanto, temos problemas acrescidos que temos que encarar e resolver”, justificou o autarca.

Da reunião do gabinete de crise da autarquia saiu também a decisão de os Comandos e do Regimento de Artilharia Anti-Aérea de Queluz de fazer vigilância permanente na serra.

“Os nossos corpos de bombeiros estão totalmente mobilizados. As pessoas que estavam de férias voltaram todas. Temos grupos constituídos para atuar no espaço urbano, na serra e, portanto, há uma organização que está montada para um combate imediato e solidário, entre todas as corporações de bombeiros”, sublinhou.

Basílio Horta referiu ainda que o município de Sintra tem ao seu dispor um meio aéreo para combate aos incêndios, existindo já contactos para “a eventualidade de serem necessários mais”.

As medidas vão estar em vigor até sexta-feira, mas o autarca de Sintra admite a possibilidade de virem a ser prolongadas.

Portugal continental entrou às 00:00 de hoje em situação de contingência, que deverá terminar às 23:59 de sexta-feira, mas que poderá ser prolongada caso seja necessário.

A declaração da situação de contingência foi decidida devido às previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para o agravamento do risco de incêndio, com temperaturas que podem ultrapassar os 45º em algumas partes do país, segundo disse, no sábado, o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro.

Devido à situação de risco, Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e a Comissão europeia mobilizou, no domingo, dois aviões espanhóis para combater os incêndios no território português.

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