O TikTok esteve na “mira” dos Estados Unidos durante a presidência de Donald Trump, com a rede social a ser vista como uma ameaça à segurança nacional e em risco de ser banida do país caso não fosse comprada por uma empresa norte-americana. Depois de um longo processo, entre negociações e decisões de tribunais a app escapou à proibição já no mandato de Joe Biden.

No entanto, as preocupações em relação à segurança dos dados mantêm-se e uma nova investigação revela que funcionários do TikTok na China terão acedido a dados de utilizadores nos Estados Unidos.

De acordo com informação interna a que o website BuzzFeed News teve acesso, engenheiros chineses terão acedido aos dados, pelo menos, entre setembro de 2021 e janeiro de 2022.

Nas conversas em questão, resultantes de mais de 80 reuniões internas, são descritas situações onde funcionários da empresa nos Estados Unidos tiveram de recorrer aos colaboradores na China para perceber o fluxo de dados de utilizadores norte-americanos, uma vez que não tinham permissão, nem conhecimentos, para aceder a essa informação.

Anteriormente, a empresa tinha assegurado, durante uma audiência perante o Congresso dos Estados Unidos em outubro de 2021, que tinha uma equipa norte-americana de segurança responsável por decidir quem é que poderia aceder aos dados dos utilizadores da rede social no país.

No entanto, a nova informação interna dá a entender que a empresa poderá ter enganado os legisladores nos Estados Unidos, assim como os seus utilizadores e o público em geral, levando-os a crer que os dados não seriam acedidos por funcionários na China.

Em resposta, Maureen Shanahan, porta-voz do TikTok, afirma que a empresa tem consciência de que “está entre as plataformas mais escrutinadas a nível de segurança” e que quer “eliminar qualquer tipo de dúvida relativamente à segurança dos dados dos utilizadores nos Estados Unidos”.

Segundo a porta-voz a empresa trabalha com especialistas na área, assim como entidades independentes, para “validar os seus padrões de segurança”.

Ainda no final da semana passada, o TikTok anunciou que 100% do tráfego gerado por utilizadores nos Estados Unidos seria direcionado para a infraestrutura na Cloud operada pela Oracle em vez de ser armazenado nos seus data centers no país e em Singapura.

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