A SpaceX teve um fim de semana bem ocupado. Depois de colocar em órbita mais uma remessa de satélites para a constelação Starlink, a empresa espacial de Elon Musk enviou para o Espaço mais dois satélites, levando a cabo três lançamentos com o foguetão Falcon 9 em apenas 36 horas.

A 17 de junho o foguetão Falcon 9 partiu do Kennedy Space Center da NASA, na Flórida, levando “à boleia” 53 satélites Starlink.

Minutos mais tarde, a SpaceX confirmou a aterragem do primeiro estágio do foguetão na plataforma A Shortfall of Gravitas, assim como a chegada dos satélites ao Espaço.

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O Falcon 9 voltou à ação no dia 18 com um satélite militar alemão SARah-1 a bordo, tendo levantado voo a partir da Vandenberg Space Force Base, na Califórnia. O primeiro estágio do foguetão completou mais uma aterragem bem-sucedida após o lançamento, desta vez na Landing Zone 4.

Para fechar o fim de semana, no dia 19, o Falcon 9 levou um satélite Globalstar FM15 para o Espaço. À semelhança das missões anteriores, tudo correu como planeado, com o satélite a ser colocado em órbita e com o primeiro estágio do foguetão a aterrar na plataforma Just Read the Instructions.

O “hat-trick” da SpaceX surge numa altura em que a empresa espacial enfrenta uma nova polémica. Como avança o website The Verge, uma carta aberta, endereçada a Gwynne Shotwell, presidente e COO da SpaceX e com críticas ao comportamento de Elon Musk, circulou entre os funcionários da empresa.

A carta, que terá sido elaborada por uma variedade de colaboradores, defende que a forma como Elon Musk se comporta está a afetar a reputação da SpaceX, realçando ainda que a empresa não está a cumprir as suas políticas, sobretudo no que toca a casos de assédio sexual.

A empresa terá despedido os funcionários envolvidos na elaboração da carta. De acordo com um email enviado por Gwynne Shotwell, ao qual o The New York Times teve acesso, a carta, e os subsequentes pedidos por parte dos organizadores da iniciativa para que a mesma fosse assinada por outros colaboradores, deixaram os restantes funcionários desconfortáveis, intimidados e zangados, uma vez que o documento “os pressionava a assinar algo que não refletia os seus pontos de vista”. Para já, ainda se desconhece o número de funcionários que foram despedidos.

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