O lançamento do dispositivo de realidade virtual (VR) da Apple deve acontecer no início do próximo ano, de acordo com rumores cada vez mais insistentes. A chegada do headset ao mercado vai fazer disparar as vendas de jogos, aplicações e serviços baseados em tecnologias de realidade virtual e aumentada.

A previsão é da Global Data, que antecipa que o mercado de tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada vai valer 50 mil milhões de dólares em 2030. A Apple vai beneficiar o desenvolvimento deste mercado e aguentar o seu próprio nível de rentabilidade com o lançamento do novo gadget, que se espera seja um dispositivo de gama alta, com um preço a rondar os 3.000 dólares.

"As receitas de serviços da Apple representaram mais de 20% das suas receitas globais, que atingiram 19,8 mil milhões de dólares no segundo trimestre de 2022, um aumento significativo em relação aos 16,9 mil milhões de dólares do ano anterior. A Apple utilizará o seu futuro dispositivo de VR para capitalizar o crescimento das suas receitas”, defende Anisha Bhatia, analista sénior da GlobalData.

A empresa de estudos de mercado baseia a previsão de impacto do novo lançamento da Apple, no nível de fidelização dos clientes da empresa e no histórico de sucesso com o lançamento de produtos em novos segmentos.

A Global Data acredita ainda que, embora o produto da Apple seja um equipamento stand alone, não vai funcionar em conjunto com o PC ou com uma consola, o mais provável é que esteja pensado para integrar com outros dispositivos da marca, como o ecrã do MacBook. Isso será um incentivo adicional para os programadores, que terão a hipótese de criar aplicações para usar em múltiplos dispositivos.

No universo Apple, a expectativa é que a qualidade das próprias aplicações da marca para realidade virtual seja um incentivo para a adesão à tecnologia, um movimento fundamental para que o Metaverso passe de promessa a realidade.

"A Apple está a trabalhar em versões VR de várias das suas aplicações, como o FaceTime. A empresa tem um historial de interfaces de utilizador de primeira qualidade, quer sejam smartphones ou wearables ou tablets. Podemos esperar que as suas apps em VR sejam igualmente bons”, acrescenta o mesmo analista.

Anisha Bhatia lembra ainda que a “Apple raramente lança um produto que não esteja ao nível dos seus padrões” e que seguramente não vai lançar um produto sem garantir que o utilizador terá condições para usufruir dele.

Por enquanto, a Meta - dona da Oculus, que entretanto se converteu em Meta Quest - controla 90% do mercado de dispositivos VR mas, como lembra a Global Data, boa parte dessa quota deve-se a uma estratégia de preço, que implica uma forte subsidiação de equipamentos. É um modelo de negócio que a prazo não é sustentável, mais ainda quando a empresa começar a enfrentar mais concorrência no segmento, o que é certo em 2023, com a chegada prevista de vários equipamentos VR. A Sony é outra das marcas a trabalhar num produto deste tipo.

A Global Data acredita que a primeira versão do headset VR da Apple terá apenas conectividade Wi-Fi. Só numa segunda fase é que a empresa lançará uma versão do modelo com suporte para 5G. Os rumores que circulam sobre o produto também adiantam que vai acumular suporte para realidade virtual e aumentada.

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