Não há imunidade contra a variante Ômicron sem a administração de uma vacina contra a Covid-19, de acordo com um estudo realizado pelo Ragon Institute da MGH, MIT e Harvard, nos Estados Unidos, que analisou as doses da vacina Moderna e Pfizer.

Os resultados do estudo, publicado na revista Cell, indicam que as doses administradas atualmente nos Estados Unidos não são suficientes para a produção de anticorpos capazes de reconhecer e neutralizar a estirpe.

Para chegarem a esta conclusão, os cientistas desenvolveram um 'pseudovírus' que imita o comportamento da Ômicron para avaliar a eficácia das três vacinas (Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson) disponíveis no pais. Numa segunda fase, recolheram amostras de sangue de 239 pessoas totalmente vacinados com uma das três vacinas contra a Covid-19, incluindo 70 homens e mulheres que receberam uma terceira dose de reforço da Pfizer ou Moderna, de acordo com as recomendações dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças.

"Detectamos pouca neutralização do pseudovírus da variante Ômicron quando utilizámos amostras recolhidas de pessoas que foram recentemente vacinadas com duas doses da vacina de mRNA ou uma dose da Johnson & Johnson", revelou o principal autor do estudo, Alejandro Balazs, citado pela The Harvard Gazette. Por outro lado, "os indivíduos que receberam três doses de vacina de mRNA demonstraram uma neutralização muito significativa contra a variante Ômicron".

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