Um dos pontos cruciais que se deve ter em mente, é que apesar das vacinas formuladas para combater a Covid-19 terem a capacidade de proteger a população contra a doença, estas não bloqueiam a capacidade de disseminação do vírus a 100%. Ou seja, o que isso significa é que as vacinas defendem os indivíduos de desenvolverem formas graves da Covid-19, reduzem o risco de hospitalização e de morte, conforme explica um artigo publicado no jornal Times of India.

Quando uma pessoa totalmente vacinada contrai o novo coronavírus SARS-CoV-2, tal é denominado de infecção 'breakthrough' (em inglês). Sendo que recentemente estes casos de infecção pós-vacina estão aumentando exponencialmente.

De acordo com os médicos, em regra geral os indivíduos inoculados quando infectados permanecem assintomáticos ou desenvolvem sintomas leves a moderados. Todavia, em certos casos, dependendo da idade da pessoa ou de comorbidades pré-existentes, esta pode sucumbir ao vírus.

As novas variantes do coronavírus, em particular a Delta, têm debilitado a eficácia das vacinas - diminuindo em muitos casos a sua eficácia. O que por sua vez, constitui um forte fator de risco para o desenvolvimento de infecções 'breakthrough'. As estirpes alternativas do vírus podem conseguir resistir à ação dos anticorpos dos imunizantes.

Além dos fatores de risco acima mencionados, uma descoberta recente sugere que pessoas que abusam de substâncias que causam dependência, ou seja indivíduos dependentes de canábis, álcool, cocaína, opioides em geral e tabaco, estão 8% mais propensas a contraírem uma infecção pelo novo coronavírus, mesmo após terem tomado duas doses da vacina. Já entre quem não consome esse tipo de substâncias o número desce para 3,6%.

Segundo os autores do estudo publicado no jornal World Psychology, "embora as vacinas sejam altamente eficazes contra a Covid-19, a sua eficácia em indivíduos com transtorno de abuso de substâncias pode ser reduzida pelo status imunológico comprometido e uma maior probabilidade de exposição, somada à imunidade vacinal em declínio e às novas variantes de SARS-CoV-2".

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