Zelensky, que é judeu, falou quase quatro meses após o início da invasão russa da Ucrânia e em um momento de crise política em Israel. O atual primeiro-ministro israelense Naftali Bennett poderá ser substituído em poucos dias pelo chanceler Yair Lapid.

Bennett se absteve de criticar a invasão da Rússia, observando que seu país tem laços com Moscou e Kiev. Seu governo não impôs sanções contra o presidente russo Vladimir Putin.

O ministro das Relações Exteriores condenou as ações da Rússia como uma "violação da ordem mundial" poucos dias após o início da invasão.

Zelensky, que tem família em Israel e já visitou o país várias vezes, disse em um vídeo enviado de Kiev que acha difícil entender a posição do Estado judaico.

"Como eles podem não ajudar as vítimas de uma agressão como essa?", questionou o presidente ucraniano, lamentando a recusa de Israel em fornecer ajuda militar à Ucrânia.

Israel mantém uma postura diplomática cautelosa em relação ao conflito na Ucrânia, em parte porque quer preservar a cooperação com Moscou na Síria, onde Israel lança rotineiramente ataques com a permissão de Moscou, que tem tropas no país.

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