O índice principal Dow Jones fechou estável em 34.377,81 pontos. O tecnológico Nasdaq subiu 0,73% a 14.571,63 unidades, e o S&P 500 0,30% a 4.363,80 pontos.

"O mercado se manteve globalmente em alta, apesar da má notícia da inflação e das atas do Fed", que não são "uma surpresa", resumiu para a AFP Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities.

Depois de se moderar durante dois meses, a inflação voltou a subir em setembro nos Estados Unidos, 0,4% em relação a agosto, quando havia registrado queda a 0,3%, segundo o índice de preços ao consumo, CPI, publicado nesta quarta pelo Departamento do Trabalho.

Mais da metade deste aumento se deve à alimentação e à moradia, destaca o comunicado. Parte importante também vem da energia, com preços que não param de subir (+1,3% em um mês).

Esta alta da inflação é particularmente visível na medição a 12 meses, que marca um aumento dos preços de 5,4%. Em agosto, o percentual foi de 5,3%.

Por outro lado, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) poderia começar a reduzir suas compras de ativos a partir de novembro e encerrá-las em meados do ano que vem, segundo trechos das atas de sua última reunião de política monetária, publicados nesta quarta.

"Os participantes (da reunião) notaram que se for tomada uma decisão para começar a reduzir as compras na próxima reunião" do organismo, "o processo de redução poderia começar (...) em meados de novembro ou meados de dezembro", destacou o resumo do encontro de 21 e 22 de setembro.

O Comitê Monetário do Fed voltará a se reunir em 2 e 3 de novembro.

Para Cardillo, a redução deste apoio monetário "é de fato algo bom para o mercado".

"Mostra que a economia é suficientemente forte para andar sozinha e isso diminui a perspectiva de uma inflação forte", concluiu.

Sobre os resultados das empresas, o mercado recebeu os dados de JPMorgan Chase, BlackRock e Delta Air Lines, todos melhores do que o previsto.

vmt/jul/mr/ag/mvv

DELTA AIR LINES

BLACKROCK

J.P. MORGAN CHASE & CO

APPLE INC.

TEXAS INSTRUMENTS

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