Com mais de 400 mil seguidores no aplicativo chinês de vídeos curtos, Kellie é autora de um livro que busca popularizar a ideia de um espaço acessível para todos.

O auge da indústria espacial comercial "muda por completo a situação, é um ponto de inflexão na possibilidade de os pesquisadores realizarem estudos na ausência de gravidade", disse à AFP a pesquisadora, que trabalha no Instituto Internacional de Ciências Aeronáuticas estudando os efeitos do espaço sobre o corpo humano.

O primeiro experimento de Kellie em órbita consistirá em colocar sensores debaixo de sua roupa para colher dados biométricos. O dispositivo foi testado a bordo da Estação Espacial Internacional, mas nunca durante as fases de decolagem e aterrissagem. O segundo teste terá como objetivo estudar o comportamento dos líquidos no espaço.

Dessa forma, a Virgin Galactic reafirma sua ambição de voar para o espaço mais além de levar clientes endinheirados, que podem pagar mais de US$ 200 mil pelo prazer de fazer uma viagem diferente. O objetivo é transportar cientistas que desejarem avançar em suas pesquisas nessa área.

A nave Virgin Galactic ainda está em fase de testes, mas a empresa, que não divulgou a data do voo, promete iniciar as operações comerciais regulares no começo de 2022. Questionada se não ficará no espaço por um período muito curto, de alguns minutos, Kellie foi contundente: "É um sonho."

Até agora, a pesquisadora pôde apenas embarcar em voos parabólicos, que lhe proporcionaram alguns segundos de microgravidade. Esses voos são realizados em aeronaves convencionais, que se inclinam fortemente em direção ao céu e logo mudam de sentido, apontando o nariz para o solo.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.