Entre sábado e domingo, foram registradas 1.786 novas infecções para um total de 166.123 casos, disse a vice-presidente Delcy Rodríguez, ao apresentar o balanço oficial na televisão estatal.

"É o ponto mais alto que tivemos na história da pandemia na Venezuela", disse o presidente Nicolás Maduro em um pronunciamento transmitido pela televisão, acrescentando que esta semana 9.468 novos casos foram registrados, aumentando para 40 o número de casos confirmados por 100.000 habitantes.

Rodríguez também informou a ocorrência de outras 15 mortes nas últimas 24 horas, acumulando 1.662 óbitos. Estes números oficiais são, porém, questionados pela oposição e por ONGs, como a Human Rights Watch. Os críticos consideram que estes números escondem uma alta subnotificação em meio ao acesso limitado aos testes de diagnóstico de PCR.

Com 30 milhões de habitantes, a Venezuela registrou 21.381 infecções em março, quase o dobro de fevereiro, que encerrou com 12.189 casos confirmados, segundo Rodríguez.

O aumento dos casos, continuou Maduro, "obedece à expansão" da variante brasileira, que chegou ao país em março.

Diante de um esperado "aumento" de casos nas "próximas semanas", Maduro ordenou estender por mais sete dias o confinamento decretado há duas semanas.

"Precisamos radicalizar a quarentena para ver resultados", alegou o presidente venezuelano.

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