Proprietária de uma fábrica de níquel e cobalto no sul do arquipélago, localizada ao lado da riquíssima jazida de Goro, a gigante brasileira perdeu bilhões de dólares e quer se retirar da Nova Caledônia, um território francês.

"Não há nada estabelecido, mas as portas estão abertas. É uma coisa boa para o nosso país", disse o deputado Philippe Gomes (UDI), que integra uma comissão para procurar outros possíveis compradores, com intervenção de atores locais.

A comissão pediu o adiamento da assinatura do acordo de venda previsto entre a Vale e um consórcio internacional liderado pela "trader" de matérias-primas Trafigura.

Em nota, a Vale-NC disse ter aceitado "adiar sua decisão" por alguns dias para "avançar" na possibilidade de uma venda com participação de acionistas da Nova Caledônia.

A questão da fábrica é muito sensível e a comissão, que reúne industriais, políticos, sindicalistas e lideranças tradicionais, busca um "compromisso" que incluiria a participação do Estado.

Alguns grupos políticos, como os independentistas FLNKS, defendem outras opções de compra, alegando que a oferta da Trafigura representa um saque dos recursos do país por parte das multinacionais.

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