"As tecnologias da inteligência artificial podem prestar grandes serviços à humanidade" e "todos os países podem se beneficiar delas", mas "também levantam questões éticas subjacentes", diz em seu preâmbulo a recomendação de 28 páginas, ratificada pelos 193 Estados-membros.

Há "necessidade de garantir a transparência e inteligibilidade do funcionamento dos algoritmos e dos dados a partir dos quais foram obtidos", já que podem ter influência "nos direitos humanos e nas liberdades fundamentais, na igualdade de gênero e na democracia", afirmou a organização internacional sediada em Paris.

Quase ausente no início do milênio, a IA foi sendo incorporada progressivamente na vida cotidiana: ela é responsável por selecionar as notícias no celular, sugerir filmes, ou escolher as melhores opções de deslocamento em função do trânsito.

Contudo, os algoritmos que permitem o seu funcionamento também foram mal utilizados nos últimos anos, ilustrando os seus perigos. O Facebook, por exemplo, esteve no foco de muitos escândalos.

A empresa de consultoria britânica Cambridge Analytica foi acusada de desviar os dados dessa rede social para influenciar politicamente no referendo do Brexit, no Reino Unido, e na eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos.

Mais recentemente, o Facebook foi acusado de polarizar as sociedades mediante a difusão desproporcional de conteúdos extremistas e sobre teorias da conspiração.

Fruto de um trabalho iniciado em 2018, a recomendação da Unesco destaca valores como "respeito, proteção e promoção dos direitos humanos", "diversidade e inclusão", promoção de "sociedades pacíficas" e do meio ambiente, que os Estados-membros se comprometem a respeitar.

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