Os 27 Estados-membros da UE completaram na segunda-feira o processo de ratificação da decisão que os autoriza a contrair dívida comum.

Este passo permitirá à Comissão solicitar empréstimos nos mercados financeiros a partir de junho para financiar 672 bilhões de euros (mais de 800 bilhões de dólares) em concessões e empréstimos aos países-membros, como parte do plano de recuperação NextGenerationEU, de 750 bilhões de euros.

A Comissão Europeia anunciou em um comunicado que vai "emitir cerca de 80 bilhões de euros em títulos a longo prazo em 2021, que se complementarão com dezenas de bilhões de títulos europeus a curto prazo".

A quantidade exata "dependerá das necessidades de financiamento preciso dos Estados-membros, e a Comissão vai revisar sua avaliação no outono" boreal, anunciou.

No total, durante vários anos, a Comissão Europeia prevê obter empréstimos em nome da UE nos mercados financeiros "até 750 bilhões de euros a preços de 2018, ou cerca de 800 bilhões de euros nos preços atuais".

Isso representará um "volume médio de endividamento de cerca de 150 bilhões de euros por ano entre meados de 2021 e 2026", enfatizou a Comissão.

A data da primeira emissão em junho ainda não foi decidida.

A primeira transação acontecerá por meio de um grupo de assinantes ou bancos cuja função é colocar dívidas com investidores. Mais operações de distribuição devem acontecer no final de julho.

A Comissão explicou que também vai realizar emissões mediante um mecanismo de leilão de títulos.

"Graças à boa classificação de crédito da UE, a Comissão poderá obter empréstimos em condições favoráveis", afirmou a instituição.

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