Este apoio da União Europeia na gestão do novo campo é sem precedentes.

O acordo prevê a divisão de responsabilidades entre a Comissão Europeia, as autoridades gregas e as agências da UE.

Após a destruição do insalubre acampamento de Moria, um espaço provisório foi estabelecido na ilha. Nele, mais de 7.300 demandantes de asilo - incluindo crianças, deficientes e doentes - se aglomeram em barracas sem calefação, ou água quente. E o inverno (verão no Brasil) se aproxima.

No novo acampamento, "vamos proporcionar condições dignas para os migrantes e refugiados que chegarem e também apoiaremos os residentes das ilhas gregas", afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em um comunicado.

Ela destacou a necessidade de "procedimentos rápidos e justos" para examinar os pedidos de asilo.

Para os migrantes, estes centros deveriam "ser apenas uma parada temporária antes de seu retorno [a seu país de origem, ou trânsito], ou de sua integração", disse Von der Leyen.

A Comissão planeja investir cerca de 130 milhões de euros (em torno de US$ 157 milhões) nas instalações de Lesbos e de Chios. A maior parte dos recursos será destinada a Lesbos.

Em outubro, a UE já havia destinado 121 milhões de euros (US$ 146 milhões) para a construção de três acampamentos menores nas ilhas de Samos, Kos e Leros.

"Este acordo é um passo importante (...) para garantir que uma situação como a de Moria não volte a acontecer", afirmou a comissária europeia do Interior, Ylva Johansson.

A Comissão Europeia apresentou no final de setembro, cinco anos após a crise migratória de 2015, um projeto de reforma da política comum de asilo. Este é um tema ultrassensível, devido às dificuldades de se chegar a um compromisso entre os países do bloco.

Lesbos, uma ilha no Mar Egeu próxima à costa ocidental da Turquia, é um dos principais pontos de entrada de imigrantes na Europa.

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