Os ministros da Energia europeus, reunidos em Luxemburgo, decidiram "interromper qualquer apoio a novos projetos relacionados a gás natural e petróleo e introduzir critérios de sustentabilidade obrigatórios para todos os projetos" de infraestrutura energética, indica o comunicado.

No entanto, "durante um período de transição, até 31 de dezembro de 2029, poderão ser utilizadas as infraestruturas de gás existentes que foram adaptadas para transportar ou armazenar uma mistura predefinida de hidrogênio com gás natural ou biometano", afirma o texto do acordo.

No entanto, esses projetos devem "demonstrar que no final do período de transição, eles deixarão de transportar gás natural e serão inteiramente dedicados ao hidrogênio."

Essa posição precisa ainda ser negociada com o Parlamento Europeu.

Por outro lado, os países da UE decidiram autorizar uma exceção para as obras que estão em andamento para ligar Chipre e Malta à rede europeia de energia, a fim de quebrar seu isolamento.

Este compromisso energético "está totalmente em linha" com a neutralidade de carbono na UE até 2050, garantiu João Pedro Matos Fernandes, ministro português da Ecologia, em coletiva de imprensa.

"Manter o fluxo de gás fóssil aberto por meio de grandes investimentos para transportar o hidrogênio através de dutos corre o risco de desviar a Europa de seu caminho para a neutralidade climática", criticou Neil Makaroff, da Rede de Ação Climática.

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