Em Beirute, Borrell pediu também possíveis sanções europeias contra as autoridades libanesas responsáveis pela estagnação política, que agrava a situação econômica e social.

"Somente um acordo urgente com o FMI salvará o país do caos financeiro (...) e não há tempo a perder", afirmou ele após um encontro com o presidente libanês Michel Aoun.

A UE está disposta a apoiar o Líbano "quando o programa do FMI estiver em andamento", acrescentou o ex-chanceler espanhol.

O Líbano realizou negociações em 2020 com a instituição monetária, mas atualmente elas estão bloqueadas pelas diferenças internas em sua delegação.

A comunidade internacional, com a França à frente, pede desde a trágica explosão em agosto do porto de Beirute -- atribuída à negligência das autoridades -- um governo que aplique reformas e implante uma ajuda crucial.

O Líbano até agora não pagou sua colossal dívida desde março de 2020, e as autoridades continuam ignorando.

"Deve ser formado um governo que aplique reformas imediatamente", disse Borrell, para quem a crise "local" tem repercussões "muito graves" nas pessoas.

Na falta de um governo e de reformas, a UE poderia recorrer a "sanções seletivas", acrescentou.

O chefe da diplomacia europeia deve se reunir neste sábado com vários responsáveis, entre eles o primeiro-ministro designado Saad Hariri, e com o presidente do Parlamento, Habih Berri.

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