A União Europeia (UE) e a AstraZeneca estão em tribunal pelo fato de os 27 países do bloco argumentarem que a farmacêutica não mobilizou o máximo da sua capacidade de produção na Europa para cumprir o contrato celebrado no que à vacina contra a Covid-19 diz respeito. E daqui surge a ameaça de uma "penalização astronômica", escreve a EFE.

Esta quarta-feira, a UE ameaçou a AstraZeneca com uma ação judicial para que a farmacêutica pague uma "multa de 10 euros por cada dia de atraso em cada dose da sua vacina não entregue a partir de dia 1 de julho", escreve a agência de notícias.

Daqui advém um valor que "pode ultrapassar 200 milhões de euros diários (aproximadamente 1,3 bilhões de reais)", a que se somam outros dez milhões de multa.

De lembrar que o contrato entre as partes previa um fornecimento de 120 milhões de doses de vacina para a Covid-19 no primeiro trimestre do ano, tendo a AstraZeneca entregado apenas 30 milhões de doses. No segundo trimestre, espera entregar apenas 70 milhões das 180 milhões de doses inicialmente planejadas.

A UE exigiu ainda que o grupo farmacêutico anglo-sueco entregue imediatamente as doses em falta. Segundo os 27, a AstraZeneca exportou 50 milhões de doses produzidas em laboratórios situados em Estados-membros, que, no seu entender, deveriam ter sido entregues à União Europeia, conforme o contrato.

Por seu lado, a AstraZeneca rejeita que tenha violado qualquer cláusula do contrato, alegando que a ação interposta não tem fundamento. A farmacêutica defende-se argumentando com as dificuldades de produção e garantindo ter feito todos os esforços para cumprir os prazos de entrega.

Em 9 de maio, a Comissão Europeia anunciou não ter renovado o contrato para o fornecimento da vacina Vaxzevria para depois de junho, tendo anunciado um novo acordo com a Pfizer BioNtech.

Quase metade dos adultos da União Europeia (UE) já recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19, num total de 300 milhões de doses entregues aos Estados-membros, anunciou na terça-feira a Comissão Europeia. O objetivo do executivo comunitário é ter 70% da população adulta vacinada até ao final do verão.

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