"Devido ao ataque à central nuclear de Zaporizhzhia, o sistema de proteção de emergência foi acionado em um dos três reatores em funcionamento, que foi desativado", anunciou a Energoatom.

A empresa afirmou que os bombardeios provocaram "graves danos" a uma unidade que armazenava nitrogênio e oxigênio e a um "edifício anexo".

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ficou "alarmada" com o bombardeio no sábado.

Rafael Grossi, diretor da agência nuclear da ONU, disse que os ataques representam um "risco muito real de um desastre nuclear que ameaça a saúde pública e o meio ambiente na Ucrânia" e além das fronteiras daquele país.

"Ainda há riscos de vazamento de hidrogênio e substâncias radioativas. O risco de incêndio também é alto", disse a Energoatom.

"O bombardeio provocou um grave risco para o funcionamento seguro da central", acrescentou a empresa, antes de informar que a central continua produzindo energia elétrica e que os funcionários ainda trabalham no local.

Na sexta-feira, as autoridades ucranianas acusaram as forças russas por três ataques perto de um reator da central de Zaporizhzhia, sul do país, apesar de Moscou ter o controle da área desde o início da invasão em fevereiro.

A União Europeia "condenou" as atividades militares da Rússia em torno da usina nuclear de Zaporizhia. "Esta é uma violação séria e irresponsável dos padrões de segurança nuclear e um novo exemplo do desrespeito da Rússia às normas internacionais", disse o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, em sua conta no Twitter neste sábado.

O exército russo respondeu que as forças ucranianas atacaram o local, o que provocou um incêndio, já controlado.

Em 21 de julho, a Rússia acusou a Ucrânia de atacar com drones o território da central nuclear, a maior da Europa.

Kiev afirma que Moscou armazena armas pesadas e munições na área da central, ocupada desde março pelas forças russas.

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