"Às 13h00 (08h00 em Brasília), as operações de busca e resgate no local do bombardeio de mísseis na cidade de Dnipro foram encerradas", disseram os serviços de resgate ucranianos no Telegram.

No total, as equipes de resgate encontraram 44 corpos, incluindo os de cinco crianças. O prefeito de Dnipro, Borys Filatov, também confirmou o número de 44 mortos no Facebook.

O bombardeio contra um prédio residencial nesta cidade do leste ucraniano três dias atrás também deixou 79 feridos, incluindo 16 crianças. As autoridades ucranianas disseram que 20 pessoas ainda estão desaparecidas.

No sábado, um míssil atingiu um prédio residencial em Dnipro, devastando "mais de 200 apartamentos", segundo Kyrylo Tymoshenko, assessor da Presidência ucraniana.

O atentado é um dos mais mortais cometidos contra civis desde que a invasão russa da Ucrânia começou em 24 de fevereiro de 2022.

As equipes de resgate fizeram o possível para encontrar as pessoas desaparecidas entre os grandes blocos de concreto.

Na manhã desta terça-feira, a Presidência ucraniana informou que o corpo de uma criança foi encontrado nos escombros.

Em seu discurso diário, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, prometeu na segunda-feira que "todas as pessoas culpadas desse crime de guerra serão identificadas e levadas à Justiça".

A Rússia nega qualquer envolvimento no ataque.

O bombardeio em Dnipro levou à demissão de um assessor da Presidência ucraniana, cujas declarações sobre um possível erro das tropas ucranianas para explicar o ataque mortal causaram grande revolta na população.

"Um erro fundamental e, em seguida, a renúncia", escreveu Oleksiy Arestovych no Telegram para explicar sua saída.

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