Bagosora, de 79 anos, era, em 1994, diretor de gabinete do Ministério da Defesa. Em seu julgamento, foi apresentado pela Promotoria como o "mentor" do genocídio que matou 800 mil pessoas, a maioria pertencente à minoria tutsi.

Em 2008, o Tribunal Penal Internacional para Ruanda o condenou à prisão perpétua por genocídio, crimes contra a humanidade e de guerra, uma sentença que a câmara de apelação reduziu para 35 anos de prisão em 2011.

Bagosora, que está em uma prisão no Mali, solicitou em março de 2019 liberdade antecipada, uma medida que já foi concedida a vários genocidas ruandeses que cumpriram dois terços de suas sentenças.

O presidente do Mecanismo Residual Internacional para Tribunais Penais, Carmel Agius, rejeitou o pedido, sublinhando "a extrema gravidade" de seus crimes e considerando que "não demonstrou suficientemente sua reintegração", segundo a decisão.

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