O tribunal de Plock (centro) considerou as três acusadas - Joanna Gzyra Iskandar, Anna Prus e Elzbieta Podlesna - inocentes, alegando que nada provava sua intenção de ofender.

"O objetivo dos ativistas (...) era mostrar seu apoio às pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros), para lutar para que tenham direitos iguais", disse a juíza Agnieszka Warchol.

A juíza observou que o tribunal recebeu muitas cartas de católicos praticantes, incluindo membros do clero, que asseguraram que as imagens da auréola de arco-íris - um símbolo da comunidade LGBT - não eram ofensivas.

As ativistas, acusadas de profanar a imagem da Virgem, correram o risco de serem punidas com até dois anos de prisão em virtude de um artigo do código penal polonês que proíbe a ofensa a sentimentos religiosos.

"A Igreja ainda é um poder muito importante na Polônia. Tudo depende agora de que tipo de poder será: promoverá diversidade, solidariedade e empatia, ou será um poder destrutivo, politizado e voltado para o dinheiro, como é agora", de acordo com Podlesna.

Um grupo de militantes LGBT se reuniu em frente ao tribunal de Plock na terça-feira, levantando uma faixa com o lema "O arco-íris não ofende", postada nas redes sociais por ativistas e políticos da oposição.

Cartazes da Virgem Maria com auréola de arco-íris apareceram em abril de 2019 colados em latas de lixo e banheiros móveis perto de uma igreja de Plock.

Na Polônia, um país predominantemente católico, a comunidade LGBT é alvo da direita nacionalista conservadora no poder, assim como da Igreja Católica, que rejeita suas aspirações de igualdade perante a lei.

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