O Tribunal, fundado em 2002 para julgar as piores atrocidades cometidas no mundo, "atendeu ao pedido do promotor para abrir uma investigação", apesar de Manila ter se retirado do TPI após a abertura de um exame preliminar sobre este tipo de violência.

Fatou Bensouda, promotora cessante do TPI, anunciou em junho que havia pedido a abertura de uma investigação sobre milhares de assassinatos cometidos nas Filipinas como parte da guerra contra as drogas declarada pelo governo entre 2011 e 2019.

Os juízes internacionais concluíram que "há uma base razoável para abrir uma investigação" e afirmam que "o elemento específico do assassinato é considerado um crime contra a humanidade (...)", disse o tribunal em nota.

O TPI afirma que "a chamada campanha de combate às drogas não pode ser considerada uma operação legítima de manutenção da ordem e os assassinatos não podem ser considerados legítimos ou simples excessos".

Os juízes observaram que, embora as Filipinas tenham se retirado do TPI em 2019, o tribunal continua competente para lidar com crimes supostamente cometidos em seu território enquanto ainda fazia parte do Estatuto de Roma, o texto base do tribunal.

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