Cooke afirmou ainda, durante uma entrevista à AFP, que o regulador europeu continua a confiar em que as vacinas anticovid serão eficazes contra as novas variantes, embora tenha destacado que a situação pode "mudar muito rapidamente".

Essas declarações de Emer Cooke - que assumiu a direção da EMA em novembro de 2020, quando a União Europeia (UE) ainda não havia autorizado imunizantes - coincidiram com a cúpula das grandes potências do G7.

Os líderes do G7 farão sua promessa de doação durante a cúpula em Carbis Bay, Inglaterra. Mesmo assim, segundo ONGs e vários observadores nesta sexta-feira, o gesto, embora encorajador, é insuficiente.

"Isso não é da competência da EMA, então só posso falar de um ponto de vista pessoal", declarou Cooke.

"Eu realmente acho que precisamos garantir o acesso e a disponibilidade [das vacinas] para todos, não apenas aos países que têm condições de pagar por elas", acrescentou.

Embora tenha começado lentamente, a campanha de vacinação acabou decolando na UE, auxiliada pela aprovação dos imunizantes da Pfizer/BioNTech, Moderna, AstraZeneca e Johnson & Johnson.

"Para ser honesta, pensei que estaríamos muito atrás. O fato de termos quatro vacinas licenciadas 15 meses após a pandemia ser declarada é algo excepcional", observou Cook, entrevistada por Zoom.

Mas o surgimento de novas variantes hoje representa um novo desafio, em particular a cepa Delta, inicialmente detectada na Índia.

"Até agora, estamos confiantes de que as vacinas são eficazes contra as variantes circulantes. Mas isso pode mudar muito rapidamente", ressaltou Cooke.

A EMA está trabalhando com os fabricantes de vacinas para garantir que eles possam adequar suas injeções se necessário, afirmou.

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