O sortudo "descobridor" da peça, cujo nome é desconhecido, contatou a casa de leilões para investigar sobre seu valor.

Os especialistas concluíram que o objeto data do século 15 e foi pintado na corte do imperador Yongle, o terceiro da dinastia Ming.

Sua forma e motivo floral "muito distinto" o colocam em uma categoria extremamente rara de tigelas. Apenas seis outras similares foram identificadas no mundo, disse à AFP Angela McAteer, chefe de arte chinesa da Sotheby's em Nova York.

Dessas seis, cinco estão em museus: duas em Taipei, duas em Londres, uma em Teerã. A sexta "foi vista pela última vez no mercado em 2007", disse ela.

Nessas condições, a venda prevista para o dia 17 de março deve interessar tanto a colecionadores particulares quanto a instituições de arte, afirmou.

McAteer acredita que nunca saberemos como a centenária tigela foi parar em uma casa em Connecticut.

Muitas peças de arte chinesa chegaram aos lares ocidentais no século 19 e, mais tarde, foram passadas de geração em geração, sem nenhuma documentação que possa ser rastreada.

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