O veredicto vem um dia depois que o mesmo júri concedeu a um casal, cujo filho foi morto no massacre, US$ 4,1 milhões em indenização pelos danos emocionais causados por Jones, que espalhou mentiras ao longo de anos em seu programa de rádio e entrevistas online InfoWars.

O massacre de Sandy Hook ocorreu quando um homem matou 20 crianças e seis adultos com um fuzil semiautomático naquele estabelecimento no estado de Connecticut, chocando os Estados Unidos e reavivando o debate sobre medidas para regular o porte de armas de fogo.

Jones, uma figura bem conhecida da extrema direita e adepto de teorias da conspiração, afirmou sem provas em seu site que o massacre foi uma armação organizada por ativistas contrários às armas de fogo.

Mais cedo nesta sexta-feira, Wesley Ball, advogado de Scarlett Lewis e Neil Heslin, pais do menino morto em Sandy Hook, alertou o júri: "Vocês têm a capacidade de enviar uma mensagem para todo o país e até para o mundo e é sobre parar Alex Jones. Parar a monetização da desinformação e das mentiras."

Ball pediu que o júri se certificasse "de que Jones não pudesse fazer isso de novo".

Essas sentenças são as primeiras de uma série de ações movidas por várias famílias de vítimas exigindo indenização.

Jones acabou admitindo publicamente que o massacre era real, mas se recusou a cooperar com os tribunais.

Os juízes do Texas e Connecticut então ordenaram que o teórico da conspiração pagasse uma indenização aos queixosos, deixando o júri definir o valor.

Outras sanções financeiras devem ocorrer em breve e podem privar Jones de sua plataforma.

Os tiroteios, recorrentes nos Estados Unidos, são regularmente alvo de teorias da conspiração que os questionam, e às vezes provocam assédio contra os parentes das vítimas, acusados de mentir.

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