"É a oportunidade de transformar essa rejeição (...) em força, em mobilização", disse, em entrevista coletiva, Guaidó, reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por cinquenta países.

O dirigente comemorou a "incrível participação" registrada até agora no primeiro dia da consulta, que não conta com o aval da autoridade eleitoral, na linha governista.

Ele garantiu que tem sido "maior" do que o esperado, embora não tenha especificado números.

Guaidó busca validar a tese de "continuidade" de sua legislatura com esta "consulta popular", que em todo caso será nada mais que testemunhal, já que o presidente Nicolás Maduro exerce o controle territorial e institucional com o apoio da cúpula militar, considerada o seu principal suporte.

O partido de Maduro venceu as eleições de domingo, com altíssima abstenção e rejeição internacional, e deve assumir o controle do Parlamento em 5 de janeiro.

Guaidó e a maioria dos partidos de oposição decidiram não participar dessas eleições, que chamaram de fraudulentas, e optaram por este plebiscito com dois mecanismos de participação: virtual e presencial, este último marcado para sábado com barracas de rua e ativistas itinerantes na Venezuela e 300 cidades no exterior.

Já houve uma consulta independente em 2017 contra uma Assembleia Constituinte proposta por Maduro, na qual a oposição afirmou conquistar 7,5 milhões de votos. Ainda assim, a Assembleia foi instalada e assumiu na prática as funções do Parlamento.

No Parlamento, sob controle da oposição desde 2016, Guaidó reivindicou a Presidência encarregada em 2019, depois que a Câmara declarou o presidente um "usurpador" por ter sido eleito em eleições "fraudulentas" em 2018.

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