Os juízes ouviram argumentações relativas a uma reivindicação sobre a propriedade das cruzes de ouro, joias e outras obras religiosas dos séculos XI a XIV que compõem o histórico Tesouro Guelph.

Os vendedores foram forçados a oferecer a coleção a preços reduzidos em 1935 para a Prússia, que mais tarde foi liderada pelo fundador da Gestapo, Hermann Goering, segundo seus herdeiros, enquanto os nazistas ameaçavam cada vez mais os judeus.

Após a guerra, o tesouro acabou exposto em um museu em Berlim.

Os Estados Unidos têm se mantido firmes em seu apoio à devolução dos tesouros artísticos confiscados dos judeus pelos nazistas nas décadas de 1930 e 1940, enquanto conduziam uma campanha genocida contra eles.

O caso do Tesouro Guelph, porém, é mais complicado. Descendentes dos comerciantes foram aos tribunais nos EUA para recuperar a coleção, que dizem valer pelo menos 250 milhões de dólares.

A Alemanha, por sua vez, tem um entendimento diferente e afirma que o caso pertence à justiça alemã, não a juízes americanos.

"A venda do Tesouro Guelph em 1935 não foi uma venda forçada devido à perseguição nazista", disse a Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, que detém a coleção.

A fundação cita a conclusão de um comitê independente que determinou que as obras foram vendidas em 1935 a preços de mercado e que não havia evidências de pressão nazista.

O caso sob análise dos nove juízes, que devem se pronunciar em junho do próximo ano, se concentrou em se os autores da ação têm o direito de promovê-la em um tribunal dos Estados Unidos.

Desde 1976, a legislação dos EUA concede imunidade a governos estrangeiros em processos judiciais nos tribunais americanos, exceto quando se trata de bens tomados em violação do direito internacional.

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