De acordo com um comunicado, "o conselho de ministros aprovou um projeto de lei que derroga a lei sobre o boicote a Israel que data de 1958".

Este texto ainda deve ser aprovado pela mais alta autoridade do país, o Conselho de Soberania, para ter força de lei.

O conselho de ministros também reafirmou a "firme posição do Sudão" a favor da solução de dois Estados com a criação de um Estado palestino junto ao de Israel.

A lei de 1958 proíbe as trocas comerciais com o Estado hebreu, com pessoas de nacionalidade israelense ou com empresas pertencentes aos israelenses.

Qualquer pessoa que violar o boicote pode ser condenada a uma pena de até dez anos de prisão e a uma multa.

Durante décadas, especialmente nos trinta anos do governo autoritário do ex-presidente Omar al-Bashir, expulso do poder em abril de 2019, o Sudão manteve uma linha dura com Israel.

Vários países árabes, entre eles Marrocos, os Emirados Árabes Unidos e Bahrein, normalizaram suas relações com Israel em 2020, sob a mediação de Washington.

Em uma tentativa de reintegrar o Sudão no cenário internacional, o governo de transição também aceitou normalizar as relações diplomáticas em troca, entre outras coisas, do levantamento das sanções americanas contra Cartum.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.