Bannon foi convocado nesta quinta perante esta comissão especial da Câmara dos Representantes que investiga qual foi o papel do ex-mandatário republicano no ataque de seus apoiadores à sede do Congresso em 6 de janeiro, durante a certificação da vitória do democrata Joe Biden na eleição presidencial.

"Bannon se recusou a cooperar", disse o democrata Bennie Thompson, que está à frente da comissão, criticada por Trump e seus aliados.

"A comissão especial não tolerará esse desdém com nossas intimações e iremos encaminhar os procedimentos para que Bannon seja responsabilizado criminalmente por obstruir o trabalho do Congresso", acrescentou Thompson em um comunicado.

Os membros da comissão se reunirão na noite da próxima terça-feira para formalizar a acusação criminal de desacato.

Em seguida, esta deve ser votada no plenário da Câmara, onde os democratas são maioria, antes de ser encaminhada ao Ministério da Justiça. O procurador-geral Merrick Garland decidirá se indiciará Bannon, que pode enfrentar até um ano de prisão.

Bannon, de 66 anos, foi um dos maiores articuladores da campanha presidencial vitoriosa de Trump em 2016, até ser afastado pelo bilionário. Nos últimos dias de seu mandato, o então presidente concedeu a ele perdão, o que pôs fim a um processo por desvio de fundos.

Além desse assessor, quatro aliados de Trump receberam intimações da comissão especial, que os obriga a apresentar documentos ou prestar depoimentos.

O ex-presidente pediu que eles não atendessem aos legisladores, invocando o direito do Executivo de guardar informações secretas. Mas, para os democratas, tal prerrogativa só se aplica ao presidente em exercício.

O debate jurídico deve ser levado aos tribunais e pode atrasar o trabalho da comissão.

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