Os sete contágios ocorreram em Piura (1.000 km ao norte de Lima) e quatro médicos que tinham recebido as duas doses da vacina estão em casa, disse o gerente da EsSalud nessa região, doutor José Céspedes.

"É importante dizer que estes [três] médicos que estão na unidade de cuidados intensivos tinham recebido [apenas] a primeira dose e depois de infectaram. Não chegaram a completar a segunda dose", informou Céspedes em coletiva de imprensa.

Os médicos têm padecido duramente com a pandemia, que não dá trégua ao país, com 401 mortos, segundo o Colégio Médico do Peru. Outros 60 estavam em UTIs no fim de março, segundo o último boletim divulgado pelo sindicato.

"Os outros [quatro médicos] que completaram a segunda dose se contagiaram antes dos 15 dias" da segunda vacina, informou Céspedes.

O chefe regional do EsSalud atribuiu os contágios de seus sete colegas - que trabalham em diferentes hospitais - a que "às vezes confiamos e pensamos que não vamos pegar" a covid-19.

"Como se disse desde o começo, toda pessoa que seja imunizada não está livre de se infectar com o vírus em algum momento, a efetividade se dá em que a pessoa não chegará a estágios graves da doença", explicou o médico.

O Peru iniciou a vacinação em 9 de fevereiro com doses da chinesa Sinopharm e a primeira fase está destinada a pessoal de saúde, militares, bombeiros e idosos. A meta é imunizar 25 milhões dos 33 milhões de peruanos, mas a campanha avança lentamente.

O país enfrenta desde dezembro a segunda onda da pandemia e na quinta-feira registrou um recorde diário de quase 13.000 contágios, acima do recorde de 8.340 da primeira onda, em meados de agosto.

O Peru acumula 1,5 milhão de contágios e mais de 52.000 mortos desde que a pandemia eclodiu, há 13 meses.

Esta semana, os contágios chegaram a quase 8.000 por dia, em média, e há dois meses morrem diariamente quase 200 pessoas.

Para conter a covid-19, durante os quatro dias do feriado da Semana Santa está em vigor uma quarentena nacional obrigatória.

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