Desde que o presidente Joe Biden ordenou a saída das tropas americanas, em abril, o equivalente a 300 aviões de carga C-17 com material foi retirado do país, segundo o Comando Central do Exército dos Estados Unidos.

Mais de 13.000 peças de equipamento também foram entregues a uma agência do Pentágono para destruição.

Esses números mostram uma forte aceleração da retirada, iniciada oficialmente em 1º de maio. A estimativa anterior, publicada em 25 de maio, relatava 160 cargas de C-17 e 10.000 peças para destruir, ou entre 16% e 25% do processo de remoção concluído.

O Comando Central disse que também entregou o controle de seis instalações ao Ministério da Defesa afegão, uma a mais que na semana passada.

Os militares americanos se recusam a dar mais especificações sobre a velocidade da retirada e sua data final para "preservar a segurança das operações", mas o secretário de Defesa, Lloyd Austin, indicou na semana passada que as operações estavam "ligeiramente avançadas" em relação ao programado.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos deve convocar os últimos 2.500 militares e 16.000 contratados civis antes de 11 de setembro, aniversário dos ataques de 2001 que levaram à invasão dos Estados Unidos.

Uma fonte de segurança afegã disse à AFP na terça-feira que os militares dos EUA devolveriam sua principal base militar no país, Bagram, localizada a cerca de 50 quilômetros a nordeste de Cabul, para os afegãos em 20 de junho.

No entanto, a retirada completa das forças dos EUA pode ser adiada por operações de evacuação dos intérpretes afegãos que ajudaram a coalizão e que temem por suas vidas após a partida de forças estrangeiras.

O general Mark Milley, chefe do Estado-Maior, disse na semana passada que estão sendo feitos planos "muito, muito rapidamente" para evacuar esses intérpretes e suas famílias, assim como outros afegãos que cooperaram com os Estados Unidos. Mas Biden ainda não deu luz verde a essas operações.

Mais de 20.000 pessoas podem ser afetadas.

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