Em uma conversa telefônica com Ahmed, Blinken exigiu que as autoridades etíopes "trabalhem com a comunidade internacional para permitir uma investigação internacional independente sobre supostos abusos e violações dos direitos humanos, e para que os responsáveis prestem contas", disse o Departamento de Estado.

O chefe da diplomacia americana referiu-se a "um número crescente de relatos confiáveis de atrocidades, violações e abusos dos direitos humanos".

A organização não governamental Anistia Internacional acusou na semana passada os soldados eritreus de matar "centenas de civis" em novembro de 2020 durante um massacre que poderia constituir um crime de lesa humanidade no Tigré, uma região em conflito no norte da Etiópia.

Blinken "pediu ao governo etíope para tomar medidas imediatas e concretas para proteger os civis, incluindo os refugiados, e para evitar mais violência", segundo o Departamento de Estado.

Também pediu o "fim imediato" das hostilidades e a retirada de todas as forças estrangeiras, especialmente as eritreias.

Etiópia e Eritreia, que se enfrentaram em um conflito sangrento entre 1998 e 2000 antes de se aproximarem por iniciativa de Ahmed - Prêmio Nobel da Paz 2019 - rejeitaram as acusações de terem cometido atrocidades no Tigré.

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