Os primeiros beneficiários serão os profissionais da saúde, pessoas com mais de 60 anos, indígenas e quilombolas, comunidades de descendentes de escravos, anunciou Doria em entrevista coletiva.

A seleção foi feita "levando em consideração a incidência de óbitos de coronavírus no estado de São Paulo", acrescentou, apresentando um esquema de vacinação de cinco fases.

Está prevista a instalação de 5.200 pontos de vacinação neste estado de 46,2 milhões de habitantes, mais de um quinto da população do Brasil.

O país é o segundo país com mais mortes por coronavírus no mundo, atrás dos Estados Unidos. Nesta segunda, somava 177.317 mortos, quase um quarto deles (43.040) em São Paulo.

A vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em conjunto com o Instituto Butantan, e será aplicada em duas doses, ainda deve solicitar a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Sinovac tem um acordo com o Butantan, ligado ao governo de São Paulo e principal produtor de vacinas no país, que permitiu à CoronaVac chegar ao Brasil para sua terceira fase de testes.

O estado adquiriu 6 milhões de doses que devem chegar ao final do mês, além de insumos para produzir localmente outras 40 milhões de doses.

O imunizante tem sido alvo de uma guerra política entre Doria e o presidente Jair Bolsonaro, que minimizou a gravidade da pandemia e desqualificou a vacina trazida ao país pelo governador, ex-aliado e agora possível adversário para as eleições presidenciais de 2022.

O governo federal, por sua vez, assinou um acordo com a Astrazenca/Universidade de Oxford para a obtenção de 100 milhões de doses de sua vacina, além de se inscrever na iniciativa internacional Covax Facility, que pode viabilizar mais 42 milhões de doses.

O ministério da Saúde anunciou nesta segunda que prevê assinar esta semana um memorando de intenção de compra com a Pfizer para 70 milhões de doses.

Em sua conta no Twitter, Bolsonaro disse que caso a Anvisa certifique o imunizante, seu governo "ofertará a vacina a todos, (de forma) gratuita e não obrigatória".

O governo prevê começar em março seu próprio plano de vacinação, que não inclui a CoronaVac.

Além da AstraZeneca/Oxford e Sinovac, outros dois laboratórios trouxeram seus imunizantes ao Brasil para testes. Nenhum fabricante até agora solicitou o uso emergencial ou a aprovação de sua vacina no país, informou a Anvisa na semana passada.

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