Apesar da votação do domingo passado em favor de uma mudança na Carta Magna pedida nas ruas por mais de um ano, mil pessoas retornaram à praça, epicentro dos protestos iniciados em outubro de 2019. Parte dos manifestantes enfrentou os Carabineros (polícia militar), que mantinham centenas de agentes e dezenas de blindados mobilizados desde a manhã.

Manifestantes lançaram pedras contra a polícia, que respondeu com jatos d'água, numa repressão que deixou vários feridos devido aos produtos químicos misturados à agua lançada pelos blindados, que provocam irritação na pele e complicações respiratórias, o que fez algumas pessoas vomitar.

"O Chile despertou e não há volta atrás", afirmou a professora de escola primária Elena González, 29. Parte dos manifestantes pedia a libertação das pessoas presas durante mais de um ano de protestos nas ruas, a grande maioria ainda em prisão preventiva e sem julgamento.

Os protestos iniciados em 2019, que deixaram 30 mortos, além de milhares de feridos e detidos, tiveram origem em uma manifestação contra o aumento da tarifa do metrô de Santiago, e acabaram denunciando os altos níveis de desigualdade existentes no país e as políticas do governo conservador de Sebastián Piñera.

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