Dotado de uma câmera de alta resolução, o satélite Kanopus-V permitirá à República Islâmica monitorar as instalações de seus adversários em todo Oriente Médio, afirma o jornal, que cita como fontes funcionários e ex-funcionários do governo americano e de países do Oriente Médio.

Esta informação surge dias antes do encontro entre os presidentes russo, Vladimir Putin, e americano, Joe Biden, em 16 de junho, em Genebra.

Se confirmada, será mais um item para a já longa lista de divergências entre os dois países, que abarca questões relacionadas com supostas ingerências eleitorais, ciberataques, entre outros temas.

O momento também é delicado, porque prosseguem as negociações internacionais para salvar o acordo sobre o programa nuclear iraniano de 2015. O pacto foi abandonado unilateralmente pelo governo de Donald Trump, que retomou as sanções contra o país. Em troca, o Irã passou a ignorar muitos dos compromissos assumidos neste pacto.

O lançamento deste satélite poderá ocorrer nos próximos meses e é o fruto das múltiplas viagens a Moscou feitas pelos dirigentes dos Guardiães da Revolução, segundo o "Washington Post".

O satélite seria lançado da Rússia, contendo material feito na Rússia, acrescenta o jornal.

Embora não seja um dispositivo comparável aos americanos, o Irã poderia usá-lo para fins de espionagem em localizações específicas, como a região do Golfo, as bases israelenses, ou a presença militar americana no Iraque.

Especialistas russos treinaram iranianos no uso do satélite de um local próximo à cidade de Karaj, ao norte do Irã, ainda conforme o "Post".

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