O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que estas sanções "prejudicam de maneira considerável relações já lamentáveis" entre a Rússia e os países ocidentais devido a importantes divergências em temas da atualidade internacional, acusações de interferência eleitoral, espionagem e ciberataques.

"Consideramos que estas restrições são absolutamente inaceitáveis", disse Peskov, que também se declarou "perplexo com decisões tão absurdas e injustificáveis".

"Isto é apenas uma interferência a mais nos assuntos internos russos", disse.

Além disso, o porta-voz considerou "escandalosas" as acusações contra os Serviços de Segurança da Rússia (FSB) que, segundo os Estados Unidos, seriam responsáveis pelo envenenamento de Navalny.

"Podemos apenas expressar nosso descontentamento quando vemos que nossos detratores recorrem a métodos semelhantes, que têm um efeito destrutivo nas relações bilaterais", disse o porta-voz, antes de alertar que a Rússia responderá às sanções "da maneira que corresponda de melhor maneira aos interesses do país".

O governo dos Estados Unidos anunciou na terça-feira sanções contra sete altos funcionários russos, entre eles o diretor do FSB Alexander Bortnikov, o diretor do serviço penitenciário Alexander Kalashnikov, o procurador-geral Igor Krasnov e um grande colaborador do presidente Vladimir Putin, Serguei Kiriyenko.

Na segunda-feira, a União Europeia formalizou sanções contra quatro altos funcionários russos.

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