A reunião foi organizada pelo presidente da República Democrática do Congo (RDC) Felix Tshisekedi, para mediar as negociações entre os três países

Apesar da reunião ter sido prolongada por um dia a mais que o previsto, o comunicado final firmado pelos ministros das Relações Exteriores dos países implicados se limitou a indicar apenas a realização da reunião, sem mais detalhes.

A Etiópia "ameaça o povo da bacia do Nilo e o Sudão diretamente", alertou a ministra sudanesa, Mariam al Sadiq al Mahdi.

A ministra alegou que as negociações são "intermináveis e insuficientes", em que "a parte etíope põe a todos diante de um fato consumado".

Sudão, Egito e a Etiópia negociam há muitas décadas sobre a gestão da Grande Represa do Renascimento no Nilo Azul.

O projeto, lançado pela Etiópia em 2011, está destinado em se tornar a maior hidroelétrica da África.

O Egito, que tem no Nilo cerca de 97% de sua irrigação e sua água potável, considera que a represa seria uma ameaça ao seu abastecimento de água.

O Sudão espera que a represa regule as inundações anuais, mas teme que suas próprias represas sejam danificadas se a segunda fase da obra iniciar antes de um acordo.

A Etiópia, que anunciou em julho de 2020 ter chegado ao seu primeiro objetivo de enchimento da barragem da represa no primeiro ano, disse que deseja continuar o processo, com ou sem um acordo.

As negociações de Kinshasa "são o primeiro passo", assegurou o chefe da equipe de especialistas da RDC, David Tshishiku, aos jornalistas.

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