Desde que sobreviveu a um atentado dos talibãs quando tinha 15 anos, em um distrito rural do noroeste do Paquistão, a jovem diplomada de Oxford (Reino Unido) se tornou uma admirada celebridade mundial da promoção da educação para as meninas.

Mas uma recente entrevista à revista Vogue voltou a reacender as críticas em seu país, onde continua sendo uma figura polêmica, depois de responder a uma pergunta sobre a necessidade de legalizar a união dos casais.

"Por que teria que assinar papéis de casamento para ter uma pessoa na vida, por que não se limitar à companhia?", questionou.

Malala posou para a capa da edição da Vogue.

O caso foi debatido no parlamento de sua província natal de Khyber Pakhtunkhwa, onde se considerou que seus comentários ofendiam o Islã.

"Malala sonha em ser primeira-ministra de seu país, mas promove a obscenidade", disse o religioso Sardar Ali aos estudantes de um pequeno seminário local em Lakki Marwat (norte) na semana passada.

Ele acrescentou que gostaria de explodir Malala em um ataque suicida se ela retornar ao país.

Os críticos da jovem apontam permanentemente sua forma de vestir e suas declarações que, segundo eles, promovem os valores ocidentais.

No ano passado, ela questionou o primeiro-ministro Imran Khan no Twitter depois que um dos autores do ataque contra ela conseguiu fugir da prisão.

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