País mais castigado da Europa pela pandemia, com mais de 61.000 mortes confirmadas, o Reino Unido é o primeiro do mundo cujo órgão regulador autorizou o uso da vacina desenvolvida pelo laboratório americano Pfizer e o alemão BioNTech.

A Rússia começou a administrar sua própria vacina, denominada Sputnik V, no fim de semana passado.

A campanha, que se anuncia longa e logisticamente complexa, começa na terça-feira, o "dia V" de vacina... ou vitória, para o ministro da Saúde Matt Hancock. "É um momento histórico", garantiu.

O Reino Unido pediu 40 milhões de doses desta vacina, suficientes para 20 milhões de pessoas porque cada indivíduo deve receber duas doses com 21 dias de diferença.

É menos de um terço de sua população (66,5 milhões), mas o país conta com a autorização em breve de outras vacinas, especialmente a britânica da AstraZenaca/Oxford, para abranger toda a população.

Cinquenta hospitais do país começaram a receber durante o fim de semana a primeira entrega de 800.000 doses enviadas da fábrica da Pfizer na cidade belga de Puurs.

Em um primeiro momento, a campanha será implementada apenas em hospitais, devido à necessidade de manter a vacina a uma temperatura muito baixa, entre -70ºC e -80ºC. Depois, serão estabelecidos 1.000 centros de vacinação, desde ambulatórios a poliesportivos.

Ao chegar nesta segunda-feira, as doses foram retiradas de suas caixas cheias de gelo seco por um técnico farmacêutico e colocadas em um congelador especial.

"Saber que estão aqui e que estamos entre os primeiros do país a receber a vacina e, portanto, os primeiros do mundo, é simplesmente incrível", afirmou Louise Coughlan, farmacêutica-chefe do hospital universitário de Croydon, no sul de Londres.

A vacinação será feita de acordo com uma ordem de prioridades que começa com residentes e trabalhadores dos lares de idosos, profissionais de saúde e maiores de 80 anos em um segundo tempo.

Depois, seguirá pelas faixas etárias regressivas até os maiores de 50 anos.

As autoridades já alertaram que o grosso da campanha será realizado em 2021.

O Executivo espera vacinar todas as pessoas vulneráveis até abril, mas isso dependerá do ritmo com que as próximas entregas da vacina vão chegar.

Será "uma corrida de distância e não de velocidade" alertou o diretor-médico da saúde pública britânica, Stephen Powis.

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