Apesar do avanço das campanhas de vacinação, o vírus prossegue em propagação em muitas partes do mundo. Os governos intensificaram as restrições, como no Chile, França, ou Itália. Alguns países, porém, incluindo Portugal e Grécia, decidiram flexibilizar as medidas anticovid.

Depois de administrar mais de 31,5 milhões de primeiras doses de vacinas contra o coronavírus, o Reino Unido pretende reduzir as limitações às viagens internacionais, até agora proibidas - salvo para poucas exceções.

"Estamos fazendo tudo o que podemos para permitir a reabertura do nosso país (...) da maneira mais segura possível", afirmou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, em um comunicado antes da apresentação nesta segunda-feira das novas regras de viagens.

- Semáforo -

Mais afetado da Europa com quase 127.000 mortes, o país pretende liberar a partir de 17 de maio as viagens de acordo com um semáforo que classifica os países em termos de vacinação, taxa de contágios e presença de variantes do vírus.

As pessoas que viajam para os destinos "verdes" (que cumprem os requisitos) terão de passar por um teste antes de sair do país e no retorno, mas ficarão isentas de quarentena na volta, ao contrário dos passageiros para os países classificados como "laranja" e "vermelho".

As autoridades britânicas também pretendem testar um sistema de passaporte de saúde para aglomerações, como jogos de futebol e eventos que acontecem em locais fechados.

Os avanços contrastam com a situação em outros países europeus, onde os contágios não param de aumentar e as campanhas de vacinação continuam muito lentas.

Itália e França, duas nações muito afetadas pela doença, anunciaram novas restrições antes do fim de semana de Páscoa. A Ucrânia também adotará novas medidas a partir desta segunda.

Outros países decidiram, porém, flexibilizar a situação. Em Portugal, museus, áreas a céu aberto dos cafés e escolas do Ensino Médio reabriram nesta segunda-feira, na segunda fase do plano de desconfinamento do país. A Grécia autorizou a abertura da maior parte do comércio.

- 100.000 novos casos na Índia -

Em todo mundo, o coronavírus provocou mais de 2,8 milhões de mortes e infectou mais de 131 milhões de pessoas, segundo um balanço da AFP.

Na Ásia, a Índia registrou mais de 100.000 novos casos em 24 horas pela primeira vez desde o início da pandemia. O país, de 1,35 bilhão de habitantes, tem o balanço de 12,5 milhões de contágios e 165.000 vítimas fatais.

Diante da situação alarmante, o estado de Maharashtra, o mais afetado pela covid-19 e que inclui a megalópole de Mumbai, adotou novas restrições: antecipar o toque de recolher em uma hora, das 20h para as 19h, aplicar o confinamento no fim de semana e fechar restaurantes, cinemas, piscinas, locais de culto e locais públicos.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, tenta evitar um confinamento nacional, como o de março de 2020, que teve consequências catastróficas para os mais pobres.

O vizinho Bangladesh também iniciou nesta segunda-feira um confinamento de sete dias, com todas as viagens locais suspensas, e os estabelecimentos comerciais, fechados.

Na América Latina, a situação também é muito preocupante.

O Brasil, onde o vírus parece fora de controle, registrou 1.240 mortes nas últimas 24 horas, o que elevou o total para 331.433 óbitos. O país é o segundo mais afetado do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos (555.001 mortes).

No Chile, onde apesar de uma campanha de vacinação acelerada os contágios voltaram a disparar, nesta segunda-feira entra em vigor o fechamento das fronteiras. Com a medida, fica restrita a saída de chilenos e de estrangeiros residentes, e proibida, a entrada de estrangeiros não residentes.

Em El Salvador, o presidente Nayib Bukele anunciou no domingo que o governo da China doará ao país 150.000 vacinas anticovid que serão usadas na campanha de imunização do governo.

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