De acordo com um comunicado da chancelaria britânica, os serviços de inteligência russos tiveram contatos com vários políticos ucranianos e "o ex-deputado Yevhen Murayev é considerado um líder em potencial" desta ex-república soviética, "embora não seja o único".

A secretária de Relações Exteriores, Liz Truss, citada no comunicado, disse que o relatório revela "a magnitude da atividade russa destinada a desestabilizar a Ucrânia".

Truss insta a Rússia a iniciar uma "redução da escalada" e "encerrar suas campanhas de agressão e desinformação, dando continuidade ao caminho da diplomacia".

As acusações são publicadas um dia depois que os chefes da diplomacia russa, Sergey Lavrov, e dos Estados Unidos, Antony Blinken, se reuniram em Genebra para tentar reduzir as tensões na fronteira russo-ucraniana e concordaram em continuar suas conversas "francas" na próxima semana.

Países ocidentais acusam a Rússia de enviar tanques, artilharia e cerca de 100.000 soldados para a fronteira ucraniana em preparação para um ataque.

O Kremlin nega qualquer intenção bélica, mas condiciona a desescalada a tratados que garantam a não expansão da Otan, em particular para a Ucrânia, bem como a retirada da Aliança Atlântica do Leste Europeu, algo que os ocidentais consideram inaceitável.

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