Segundo os rebeldes, a embarcação levava armas.

Em 3 de janeiro, os rebeldes huthis, que controlam uma grande parte do país, capturaram o navio "Rwabee", na costa da região de Hodeida, no oeste.

Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos denunciaram um ato de "pirataria". Esses dois países do Golfo intervêm militarmente no Iêmen desde 2015 para apoiar as forças do governo contra os rebeldes. Estes últimos contam, por sua vez, com o apoio do Irã, grande rival regional de Riad.

"O navio pertence a um país que participa da agressão contra nosso povo (...) Entrou nas nossas águas territoriais em violação do direito internacional", afirmou Hussein el Azzi, um funcionário do governo rebelde, citado por uma televisão dos huthis.

"O navio não continha (...) brinquedos infantis, mas armas destinadas a grupos terroristas", acrescentou.

A declaração do Conselho de Segurança "não tem nada a ver com leis, liberdade de navegação, ou segurança dos navios", continuou o funcionário, acusando-o o órgão da ONU de "ser solidário com os assassinos e com os que violam as leis".

Na sexta-feira (14), o Conselho de Segurança pediu, por unanimidade, a liberação "imediata" do navio e de sua tripulação.

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