"O grupo planejava organizar manifestações em grande escala em Bishkek, a capital, para depois agravar a situação e provocar confrontos com as forças de segurança e tomar o poder pela força", afirmou o Comitê Estatal de Segurança Nacional em um comunicado.

Os investigadores "reuniram provas contundentes das ações criminosas deste grupo de pessoas lideradas por forças políticas destrutivas, incluindo deputados e ex-altos funcionários", afirma a nota, que não cita nomes.

As pessoas detidas são suspeitas de convocar 1.000 jovens a protestar com o objetivo de provocar o caos após a apuração de domingo, segundo o Comitê, que também anunciou a apreensão de armas.

As detenções ilustram a instabilidade política do Quirguistão, ex-república soviética que tem fronteira com Cazaquistão e China, cenário de várias crises políticas desde sua independência há 30 anos.

As eleições legislativas de domingo representam um novo teste para o governo.

Há um ano, eleições legislativas questionadas por parte da população provocaram uma onda de protestos.

Manifestantes ocuparam prédios do governo em Bishkek, e centenas de pessoas foram feridas em confrontos com a polícia.

O resultado da votação foi anulado e um político, Sadyr Japarov, libertado da prisão para ser nomeado primeiro-ministro.

Japarov se tornou o homem forte do país e foi eleito presidente em janeiro de 2021.

No domingo, 21 partidos e centenas de candidatos disputarão as eleições para definir as 90 cadeiras do Parlamento.

Alguns candidatos são críticos de Japarov, de 52 anos, que prometeu eleições transparentes. Porém, nos últimos meses ele reforçou seu poderes em detrimento do Parlamento, o que provoca temores de uma guinada autoritária.

Em abril, graças a um referendo constitucional, eliminou o limite de apenas um mandato presidencial adotada após a revolução de 2010.

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