"O Palmeiras nunca conseguiu isso. Nós já estamos na história do clube, mas ser bicampeão da Libertadores, além de entrar na história do futebol (...) para a gente tem um peso muito grande", afirmou o jogador às vésperas da final do torneio continental, que será disputada neste sábado, em Montevidéu (Uruguai).

Caso derrote o Rubro-Negro no lendário Estádio Centenário, o Verdão se tornará o primeiro time a vencer o torneio principal de clubes da América do Sul duas vezes consecutivas desde as conquistas do Boca Juniors em 2000 e 2001.

"A gente brinca e fala no vestiário sobre a questão da glória eterna e deixar eternizado o nosso nome na parede do clube", afirma o jogador de 26 anos, um dos nomes de confiança do técnico português Abel Ferreira.

Sem chances de vencer o Campeonato Brasileiro, o clube de São Paulo aposta em uma nova conquista na Libertadores, repetindo o feito de 2020 quando derrotou o Santos no Maracanã, chegando assim aos três títulos na competição sul-americana (incluindo o de 1999).

Para isso conta com Raphael Veiga, o homem de criação (quatro gols e duas assistências na Libertadores 2021) de uma equipe pragmática e de resultados, mas questionada por torcedores e jornalistas por sua pouca vocação ofensiva.

Pergunta: Você representa muitos torcedores palmeirenses que sonham em defender as cores de seu time. Ser torcedor do Palmeiras é uma responsabilidade a mais?

Resposta: "Sou um privilegiado de jogar num time onde eu cresci acompanhando, torcendo. A minha forma de retribuir tudo o que eu vivo é dando o melhor em campo, porque eu quero sempre que o Palmeiras esteja sempre no topo."

P: Desde que Abel Ferreira chegou em novembro de 2020, você se tornou uma peça-chave. Qual foi a contribuição dele para o seu desenvolvimento?

R: "Desde que ele (Abel Ferreira) chegou, ele me deu muita confiança. No Palmeiras, desde que eu cheguei, em 2017, nunca consegui muita sequência de jogos. Ele é um cara que me ajudou muito na questão tática, de posicionamento, acho que tudo isso contribuiu para conseguir atingir esse meu nível, que está muito bom".

P. Você é um bom cobrador de pênaltis: 15 gols marcados no mesmo número de cobranças. Como você se tornou um especialista?

R: "O primeiro pênalti no profissional eu perdi (quando estava emprestado ao Athletico Paranaense, em julho de 2018). Depois disso eu comecei treinar. Eu procuro treinar várias formas de acertar o gol, mas do mesmo jeito, sem mudar muito a posição do corpo, então acho que isso tem me ajudado. Outra questão também é a maturidade, entender aquela pressão, porque o pênalti é muito psicológico".

P: Com esta de sábado, o Palmeiras terá disputado seis finais em 2021. Até o momento venceu apenas duas (Libertadores e Copa do Brasil). O que você aprendeu com essas derrotas?

R: "Essas finais que nós não ganhamos trouxeram um amadurecimento, como não fazer, o que não repetir e lembrar também do sentimento de quando a gente ganhou, e isso motiva a gente para final."

P: Muitos criticam o estilo do Palmeiras. Você acha que essas críticas são justas?

R: "O Abel é muito inteligente, ele sabe muito bem os momentos do jogo. Ele entende a questão de como o time adversário joga e qual estilo de jogo encaixa melhor (...). Ele entende o jeito certo, não é só jogar bonito, mas ser eficiente na hora do resultado."

P: Há quem diga que o Flamengo é o favorito.

R: "Falar de favoritismo é muito difícil porque se trata de uma final de um jogo só, em campo neutro, onde as duas equipes são muito boas, muito vitoriosas. Então não dá para falar de favoritos. Sei que muita gente aponta o Flamengo como favorito, mas eu acho que vai ser um jogo muito difícil".

P. A um ano para a Copa do Mundo no Catar, seu nome circula para ser convocado.

R: "Sim, tenho muita vontade de jogar pela Seleção Brasileira, de jogar a Copa do Mundo, mas eu tenho a consciência que todo esse sonho que eu tenho, o que vai me fazer chegar a concretizar é o que faço no presente. Quando eu faço tudo aquilo que posso fazer, acho que as coisas se encaminham de um jeito natural."

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