Os 14 réus estão sendo julgados desde janeiro em Paris por suposto apoio logístico aos três autores materiais dos ataques, que morreram depois de cometer os crimes. Os atentados deixaram 17 mortos entre 7 e 9 de janeiro de 2015 e provocaram indignação na França e ao redor do mundo.

A Promotoria solicitou as penas mais severas, de prisão perpétua, contra Mohamed Belhoucine, julgado à revelia por "cumplicidade" em crimes terroristas e supostamente morto na Síria, e contra o franco-turco Ali Riza Polat, apresentado como "braço direito" do autor do ataque contra o supermercado Hyper Cacher, Amédy Coulibaly.

Polat, que tinha 30 anos no momento dos ataques, "ocupou um lugar especial ao longo do julgamento", destacou um dos procuradores, Jean-Michel Bourlès, que descreveu o acusado como "impulsivo, intolerante ante a frustração, intolerante ante a contradição".

Ali Riza Polat sabia "sem dúvida da proximidade comprovada de Coulibaly com a ideologia jihadista", disse Bourlès.

"Embora negue, tinha um conhecimento preciso do projeto terrorista", completou, antes de afirmar que o acusado conhecia "todos os protagonistas" do caso e estava presente "em todas as etapas da preparação" dos atentados.

A Promotoria solicitou 30 anos de prisão e um período de segurança de dois terços para Hayat Boumeddiene, ex-companheira de Coulibaly, que foi julgada à revelia. As autoridades não sabem o seu paradeiro desde sua fuga para a Síria poucos dias depois dos atentados.

Os procuradores também solicitaram penas de entre 5 a 20 anos de prisão para os outros 11 acusados, julgados por suposto apoio logístico aos irmãos Sherif e Saïd Kouachi, os autores do ataque ao Charlie Hebdo - que foram mortos pela polícia - e Amédy Coulibaly.

O veredicto está previsto para 16 de dezembro.

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