O ex-presidente de 65 anos, que governou a França de 2007 a 2012, é acusado de ter tentado subornar um juiz com um cargo muito disputado em troca de informação privilegiada sobre outro sumário.

Os promotores pediram as mesma pena para seus co-acusados, o ex-juiz Gilbert Azibert, e o advogado habitual de Sarkozy, Thierry Herzog. Para este último, pediu também uma proibição de cinco anos do exercício da profissão.

Sarkozy disse ao tribunal nesta segunda-feira que "nunca cometeu o menor ato de corrupção" e prometeu ir "até o fim" para limpar seu nome.

As acusações de corrupção e tráfico de influência são passíveis de punição com penas de até 10 anos e multa de um milhão de euros (1,2 milhão de dólares).

Sarkozy é suspeito de ter tentado corromper, em colaboração com Herzog, Azibert, quando era juiz do Tribunal Supremo.

De acordo com a acusação, o ex-presidente tentava obter informações cobertas pelo sigilo profissional e influenciar nos processos abertos na alta jurisdição relacionados ao caso Bettencourt, encerrado no final de 2013.

Em troca, teria oferecido a Azibert sua ajuda para obter um cargo de prestígio que este desejava em Mônaco, apesar de nunca tê-lo conseguido.

Este julgamento é inédito, já que Sarkozy é o primeiro ex-presidente da França desde a instauração da V República (1958) a se sentar fisicamente no banco dos réus.

Antes dele, apenas Jacques Chirac, seu antecessor e mentor político, foi julgado e condenado por desvio de dinheiro público quando era prefeito de Paris. No entanto, devido a problemas de saúde, ele nunca compareceu ao tribunal.

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