Haroun, procurado pelo TPI durante mais de uma década por crimes contra a humanidade e crimes de guerra durante o conflito que deixou centenas de milhares de mortos desde 2003 em Darfur, ocupou vários cargos no governo durante o regime de Bashir.

A Corte Internacional, com sede em Haia (Holanda), emitiu em 2007 um mandato de detenção contra ele, acusando-o de 42 crimes, entre eles assassinato, estupro, tortura, perseguição e saques.

Assim como outras personalidades do regime de Bashir, Haroun foi detido no Sudão após a queda do ex-presidente em 2019 devido à pressão popular. O TPI também o busca por seu papel no conflito de Darfur.

De Cartum, Bensouda defendeu julgar Haroun juntamente com Ali Kosheib, líder das milícias Janjawid implicadas também nas atrocidades em Darfur e que se entregou ao TPI em 2020.

O governo de transição, no poder desde agosto de 2019, discutiu com o tribunal internacional a possibilidade de julgar o ex-presidente e seu entorno por seu papel em Darfur.

Se o julgamento de Bashir tiver que ocorrer no Sudão, Cartum "deve demonstrar concretamente que é possível realizá-lo no Sudão", acrescentou Bensouda.

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