"Até o momento, nós não vimos fraude em uma escala que pudesse levar a um resultado diferente nas eleições", disse Barr em entrevista à agência de notícias Associated Press.

Barr deu estas declarações enquanto a campanha de Donald Trump insiste em tentar demonstrar que a votação foi fraudada em estados-chave para a vitória de Biden, como Geórgia, Michigan e Pensilvânia, na esperança de evitar que a vitória do democrata seja oficializada pelo Colégio Eleitoral, em 14 de dezembro.

Pouco depois da publicação da entrevista, Barr foi visto na Casa Branca e muitos analistas especulavam que ele poderá deixar o governo.

Trump, que se nega a admitir a derrota, criticou no domingo o Departamento de Justiça (DoJ) e o FBI (polícia federal americana) por não ajudá-lo a demonstrar a existência de uma fraude que, segundo ele, teria sido maciça. "Estão desaparecidos", disse à Fox News.

Em várias ações judiciais, todas rejeitadas nos tribunais, a campanha de Trump tem tentado invalidar milhões de votos dados a Biden, baseando-se em afirmações sem provas.

Os advogados de Trump disseram que houve impressão de cédulas falsas, que milhares de votos foram de pessoas falecidas, que as máquinas de contagem de votos estavam programadas para favorecer a Biden.

Na entrevista, Barr não abordou queixas específicas.

No entanto, referiu-se à afirmação de que as máquinas estariam programadas para distorcer os resultados das eleições, o que poderia se considerar uma "fraude sistemática".

"O Departamento de Segurança Interna e o DoJ investigaram isso e, até agora, não vimos nada que o corrobore", assegurou.

Barr, considerado um político leal a Trump, disse que as únicas acusações de fraude potencialmente justificáveis "estão muito particularizadas em um conjunto específico de circunstâncias, atores ou condutas" que foram investigadas.

"Não são acusações sistêmicas e foram descartadas", disse. Outras "potencialmente abrangem alguns milhares de votos. Foram acompanhadas", acrescentou.

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