Centenas de prisioneiros, incluindo alguns líderes talibãs, foram liberados de Guantánamo ao longo dos anos, mas Asadullah Haroon permanecia detido sem nenhuma acusação formal.

A libertação aconteceu após um diálogo "direto e positivo" entre as autoridades talibãs e as americanas, afirma em um comunicado o porta-voz do governo Talibã, Zabihullah Mujahid.

Haroon está no Catar, informou à AFP seu irmão, Roman Khan, em Peshawar, oeste do Paquistão, onde seus parentes vivem como refugiados.

"As acusações contra ele eram falsas e a libertação provou que ele era inocente, mas quem devolverá estes anos de sua vida?" questionou Khan.

Asadullah Haroon, que teria 40 anos, trabalhava como vendedor de mel e viajava entre Peshawar e Jalalabad, no leste do Afeganistão quando foi detido em 2006.

Ele foi transferido em junho de 2007 para Guantánamo, acusado pelos americanos de ser um comandante do movimento islamita Hezb i Islami e de atuar como mensageiro da Al-Qaeda.

A família de Haroon admite que ele integrava o Hezb i Islami, mas nega qualquer vínculo com a Al-Qaeda.

Apenas um afegão permanece detido em Guantánamo, Muhammad Rahim, que está na prisão desde 2008 e é acusado pela CIA de ser um colaborador próximo do fundador da Al Qaeda Osama bin Laden.

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